Seu Madruga o novo ideal de cidadão: desocupado, desonesto, violento.

fevereiro 19, 2010


A juventude dos anos 40 tinha ídolos extremistas como Stalin ou Hitler, mas também líderes ponderados como Churchill e Roosevelt. Cada geração tem os ídolo que merece para bem e para mau pois é assim que a humanidade caminha: uns escolhem o bom caminho e outros o mal.

Mas a juventude de hoje praticamente só tem ídolos que dão mau exemplo. E as ideologias desviadas entram no lar brasileiro cada vez mais disfarçadas de maneira inocente. Uma dos aspectos mais nocivos da atual cultura jovem de hoje em dia é o verdadeiro culto quase religioso que se faz em torno da abjeta figura do personagem Seu Madruga.

Originário do seriado Chaves (uma produção medíocre, mal escrita e mal interpretada da televisão mexicana, na qual adultos interpretam crianças e as piadas repetem-se ad nauseum), Seu Madruga é um sujeito pobre, que usa roupas sujas e esfarrapadas, um bigode mal aparado e não trabalha em absoluto.

Seu Madruga claramente embriagado em uma das várias cenas nas quais fica subjacente a idéia de adultério por parte de Dona Florinda.


Seu Madruga começa dando seu mau exemplo ao mostrar que é possível viver sem trabalhar, e ainda viver alegremente. Um de seus bordões é a frase “Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar”. Ele tem uma filha mas não produz nada e nem ganha salário ou pensão alguma, o que deixa margem para imaginarmos do quê a família vive e como ele alimenta a jovem de nome Chiquinha, uma pré-adolescente problemática que é constantemente vítima da violência do pai, aparecendo, após levar surras, com almofadas a cobrir suas nádegas certamente feridas pela violência paterna. Além do fato de o personagem Madruga claramente descontar suas frustrações no corpo da filha, antes de cada fustigação há um momento no qual a garota chora pela expectativa da violência, um recurso de linguagem televisiva com óbvio cunho sadomasoquista, que deve apelar a parte do público do seriado (a referida jovem é interpretada por uma atriz adulta com um rosto bastante desfigurado pela maquiagem, mas belas pernas).

Seu Madruga não trabalha e vive de pequenos expedientes, referidos em certo episódio como “trambiques”, pela própria Chiquinha (que já aprende com o pai a vida na malandragem). Mas este estilo de vida só é possível porque Madruga recorre a truques desonestos, como fugir pela janela quando o senhorio da vila aparece para cobrar-lhe o aluguel (eternamente atrasado em 14 meses). Os golpes, fugas e enganações de Seu Madruga são sempre cômicos e ressaltados por uma música que denota o caráter infantil de tais práticas criminosas, como se a prática da falsidade ideológica, charlatanismo e a mentira fossem meras traquinagens, e lesar o público, o senhorio e burlar as leis fosse nada mais que uma travessura.

Seu Madruga, usando suas habilidades de lábia para mais uma vez enganar o Senhor Barriga, retratado como o burguês típico: ganancioso, desumano e ao mesmo tempo, mentecapto, fácil de se enganar.

Não bastasse Seu Madruga ser indolente (o que ensina à juventude que o trabalho não é importante para quem é “legal”, “malandro”), desonesto (mostrando que as malandragens, crimes e enganações são aceitáveis e até divertidos), violento (sem que tal violência tenha conseqüências), e sujo (apesar de não aparentar ter problemas de saúde pela falta de banho), ainda o personagem é visto constantemente alcoolizado, na televisão, em canal de grande repercussão, em horário no qual as crianças e adolescentes assistem inocentemente ao que vem pela tela.

Seu Madruga é constantemente espancado pela personagem Florinda, uma viúva arrogante que simboliza, obviamente, a classe média e o conservadorismo devidamente vilanizado pelo seriado que tem claras inclinações esquerdistas, exaltando a figura do vagabundo, do mendigo, do rebelado.

A visão sobre a educação, inculcada na juventude através de Madruga é também digna de análise pela peculiaridade. Em determinado episódio o professor Girafales, personagem caricato que simboliza um professor retratado como um romântico, mal pago e idiota que tenta ensinar diversas coisas sobre assuntos absolutamente inúteis aos alunos que não lhe dão a mínima importância, precisou sair da sala de aula e deixou seu extremo oposto, Seu Madruga. Oposto porque enquanto Girafales é honesto, bem vestido, limpo, trabalhador, ordeiro e culto, Madruga encarna o sujo, desocupado, esfarrapado, desonesto. A despeito disso Girafales é quem sempre acaba na condição de perdedor enquanto Madruga safa-se rindo das maiores dificuldades e “enrascadas” imagináveis.

Seu Madruga em diversos momentos de sua aula na qual humilhou o professor padrão, mal pago, bem intencionado, culto e honesto.


Neste episódio no qual Madruga fica tomando conta da sala de aula, Girafales aparece conduzindo uma aula sobre a qual não consegue manter o controle, já que os alunos não lhe dão atenção e nem o devido respeito. Já Madruga, uma vez investido no papel temporário de “professor”, passa a explicar assuntos supostamente muito mais úteis do que História, Geografia ou Álgebra, assuntos ligados à vida cotidiana das crianças e permeia suas explicações com atuações dignas de teatro infantil, mas aplaudidas inclusive pelo próprio Girafales como “brilhantes”. O conhecimento empírico adquirido nas ruas e limitado a conhecimentos de baixíssimo nível de complexidade triunfa sobre os valores culturais corretos que Girafales vinha tentando passar aos jovens. O vagabundo, o burlesco, o negativo, resulta triunfante neste episódio. Mais uma vez repetindo, em horário no qual as crianças e adolescentes cujas mentes estão em formação assistem a tudo e aprendem toda essa errônea mensagem.

Não bastassem todos os exemplos negativos inculcados à juventude pelo próprio personagem Madruga no seriado Chaves, erigiu-se ainda em torno dele um culto que dentre outras coisas funde sua imagem em camisetas e imagens na “Internet” ao terrorista Ernesto Che Guevara, traidor de sua própria pátria e assassino serial de opositores em Cuba, derrotado pelas forças da paz e da ordem legal na Colômbia, outro ídolo muito adotado pelos jovens hoje em dia. E o mais dolorido nisso tudo é que ao contrário dos jovens de antigamente que tinham diante de si exemplos radicais e malignos como Hitler ou Stalin mas ao mesmo tempo tinham um Churchill, um Roosevelt, os de hoje só tem os exemplos para mau, para baixo. E toda a malignidade desses personagens adorados pela juventude deturpada não possuem a clareza em sua maldade como possuíam os ditadores do passado porque são personagens cômicos ou românticos cujas maldades são sempre divertidas ou justificadas e seus traços mais nefastos de caráter são apresentados como elementos de uma alegre imbecilidade a ser celebrada, copiada e eternizada por toda uma geração de futuros adultos.

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Studio Pampa, ou “pregando a promiscuidade”

fevereiro 10, 2010

É de se admirar que um programa como este Studio Pampa seja mantido no ar. Indigente e mal ajambrado em suas limitações ideológicas e financeiras, o programa apresenta uma dezena de moças seminuas rebolando para todo o Rio Grande do Sul ver. É uma vergonha que se permita que essas meninas que certamente tem pai e mãe possam denegrir a imagem de suas famílias em troca de dinheiro que, dada a emissora em que aparecem, não deve ser de grande monta.

O que realmente espanta é que os jogos protagonizados pelas moças não tenham participantes e sejam disputados pelas próprias apresentadoras num claro sinal da mendicância em que a Rede Pampa encontra-se. Sendo que no mesmo horário outras emissoras passam programas capazes de realmente edificar a família brasileira através de pregações e idéias corretas, sensatas.

Ainda para completar a imoralidade deste programa, ele serve de emprego para ex-participantes da grande orgia televisionada chamada Big Brother Brasil, da qual as pessoas deveriam sair não para o estrelado, e sim para o açoitamento público. Embora, claro, o próprio cantar do chicote pudesse tornar-se fonte de prazer para alguns participantes, dado o grau de hedonismo desta gente, se é que se pode chamar estar criaturas de gente.

Alguém deveria fazer um abaixo-assinado pedindo o encerramento desta atração, diante da qual certamente muitos jovens entregam-se ao vício do onanismo, da cobiça pelo corpo feminino. Enquanto serve de exemplo para muitas jovens, que podem um dia buscar aquele ideal de aparência e comportamento. É um veículo de pregação, não de Deus, mas da perdição.


Rockeiros reagem com indignação às minhas opiniões – prova de que a juventude já segue o capeta

fevereiro 9, 2010

Rockeiros e sua maneira andrógina ao vestir

Depois que escrevi meu texto sobre a banda Iron Maiden, um texto fundamentado em uma extensa pesquisa e horas de audição da “música” deste bando de desviantes, recebi como reação, por parte desses mesmos jovens que são distorcidos em sua visão de mundo, as respostas mais agressivas imagináveis.

Ocorre que isso só comprova o alto poder de divulgação de suas idéias demoníacas e pro-homossexuais que esta banda tem. Uma série de comentários, agressivos, debochados, desaforados, me foi dirigida por rockeiros já dominados pela ideologia pregada pela banda Iron Maiden, mas não só por ela, como também por programas de TV (Big Brother, Superpop, Hermes & Renato), qual seja, a ideologia da androginia sexual, da promiscuidade e do culto a Lúcifer nas suas mais variadas formas.

Começa a deterioração quando o jovem escuta o rock and roll, e começa a achar aquilo normal. Depois, passa a vestir-se com os símbolos do mal, sem nenhuma preocupação. Em seguida experimenta drogas, sexo homossexual, a sodomia. E ao crescer, estes jovens tornam-se produtores ou reprodutores de filmes, discos e livros que pregam estas mesmas idéias sendo que a juventude de hoje assiste ao que é produzido pela geração hippie e punk das décadas de 60 e 70.

Posso estar usando uma frase pronta, já utilizada várias vezes ao ponto de tornar-se cômica, mas não menos verdadeira: Para onde este mundo está indo?